- Lulona? Quem é Lulona? Essa coisa aí gosmenta que ce trouxe pra nadar no tanque de casa?
- Coisa gosmenta?? Era bom um pouco de respeito… na realidade eu prefiro o termo “cefalópodo altamente desenvolvido”. Os pés saem da cabeça, saca? Mais inteligente que você. Além de gigante, espécime raro da fauna marinha.
- Ah vai, nem é tão grande assim.
- Bom, comparada com as outras lulas…
-…continua sendo mirradinha. Nem dá pra fazer um ensopado que chegue pra nós duas, pô. Olha aí.
SLBLORF. Lulona espasma e um tentáculo molenga sai da água para grudar na lateral do tanque.
- Ensopado? Como ousa? Quer dizer então que não é capaz de enxergar sua complexa alma, a riqueza interior que a posiciona numa alta esfera da evolução aquática?
- Eh… só vejo que no exterior parece um pouco com um pênis. Ou uma seta vermelha.
Enquanto isso, Lulona tenta debil e vagarosamente recolher o tentáculo grudado. Ventosas não são muito práticas…
- Até pode ser. Mas essa cabeçona só pode significar uma grande capacidade cognitiva.
- Sei não… se pá essa enorme capacidade acaba digerida na barriga das baleias.
Lulona ainda ensaiava uma luta desanimada.
- Oh querida, está com dificuldades? Vou te dar uma ajudinha, espera aí.
E foi metendo a mão. Lulona, vendo uma oportunidade de fugir, lançou o resto de seus 9 braços pra cima da dona orgulhosa, fincando as ventosas, que grudam em qualquer lugar mesmo.
- PORRA!!! Bicho idiota, me solta!! Que nojo!
- Hahahahaha.
- TIRA ELA DAQUI, TÁ DOENDO, CACETE!
- Hahahahaha.
Cena ridícula de desespero. Rodopiou, bateu, xingou, se jogou contra a parede – e Lulona ali, agarradinha, sem nem saber direito o que tava acontecendo. Squish. Sblorf. Nheca.
- AAAGH SAIIII BICHO GRUDENTO!
- Faz assim. Enfia o dedo nesse olho dela.
Se contorcendo e babando, ela conseguiu mirar o mindinho direto na bola preta. Outro som de gosma espremida, e depois de uma rajada de tinta preta a porra da Lulona finalmente desgarrou. Por mero reflexo, que fique claro. E caiu no chão com seu Sblorf molhado e final.
- Ainda me mija toda esse troço cheio de braço!
Mas Lulona, com seu instinto impecável, ainda que cansada reúne forças para tentar se grudar no pé dela.
- Mas você não desiste, não????? TOMA!!! E PRONTO
Pisão certeiro na cabeça avantajada. Que aliás nem era uma cabeça – e foi bucho pra todo canto do quintal.
- Ih, isso aí vai ficar um fedô. Chatinho de limpar. Não quer pegar os restos pra fazer aquele ensopado, hein?
- Ensopado? Porra! Você ainda pensa em comer esse animal mongo que me atacou? Nem pra isso serve, vai direto pro ralo ser ensopado no esgoto.
- Hahahahaha.
E essa foi a história de como “Lulona” encontrou seu fim. É, foi só isso mesmo.
isso me lembra qnd a gente teve de abrir um polvo na aula de biologia…
foi trabalhinho gosmento com tentáculo de brinde!
(die, giantsquid, diiiiie)