boa noite, persistentes leitores!
vocês perceberam a minha preguiça para atualizar Lulimensa. como pessoa interessada nas estranhas sabotagens da mente, comecei a ponderar os motivos de tal apatia. poderia ser… um descontentamento com a minha produção escrita? um profundo questionamento dos meus valores, que afetam diretamente minha produção escrita? a súbita ideia de que não sirvo para as palavras grafadas como meio de comunicação, esssencialmente masculinas, para dar preferência à milenar arte da costura? quem sabe até uma regressão a um estágio pré-produção de textos, uma dessas situações inexplicáveis?
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(estaria de saco cheio de me vincular a um animal marinho estúpido e ingênuo que mais parece um pênis de proporções sobrehumanas?)
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nada disso. entristecida e saudosa, resolvi visitar Lulona outra vez, olhar bem fundo em seus olhos para ver se me inspirava uma solução ao dilemma. encontrei a velha cabeçona das últimas estações, aquarelinha de 2007 digitalizada porcamente, e o corpinho… não, que coisa desatrativa, eu não compraria esta lula se a visse no aquário. mesmo com desconto. e então que a causa da doença, se surpreenderá o leitor, nem afagava questões idealistas e metafísicas que causam comoção a tantas mentes complicadas – acendeu-se a luz com a repulsa por aquele branquinho com azul gritando default!, que só foi elegante em porcelana chinesa nas médias idades humanas. começou a ficar cafona quando a galera foi Renascendo, e a corte portuguesa, nova-rica das colônias e com manias de chinachic, começou a produzi-las adoidado para mostrar que tinha tradição em objetos reais, imitando os imitadores de produtos com alguns séculos de antecedência. e isso só foi possível porque azul de cobalto é pigmento abundante e barato. (há lendas que juram ser o cobalto raríssimo na natureza, formando minérios em milhares de anos sob condições ideais de temperatura e pressão, tão delicado elemento. mas acho que isso é só para manter uma falsa aura de realeza. vejam, a exemplo disso, esta declaração apaixonada de um português à sua herança cromática, encontrando nela sua redenção. azul cobalto.: …uma cor.)
vagabundo ou sagrado historicamente, na web, o preto com azul sob um fundo branco me passa a impressão de trabalho pela metade, salvo algumas poucas exceções. a cor em si não me agrada tanto, calma demais, tranquila demais, absorvente demais. e já temos um céu grandinho aí em cima. movo meu olhar um pouco para a esquerda e percebo que o WordPress é azul. o Twitter e sua baleia são azuis. o del.iciou.us é azul. o Hotmail é azul. a barra do Windows é azul. e eles conseguem ser assim, azuis, sem que se tenha questionado essa preferência unânime. ainda mais – conseguem mantê-la como uma cor séria e sóbria, digna de respeito administrativo e real. será por alguma facilidade técnica? não sei. talvez alguém tenha gostado e os outros só acharam legal.
enquanto isso, dentre os temas desajeitados do WordPress me apareceu Buono, rosado e atraente (feito pra meninas?), que não me irrita em nada – certo, só o fundo polkadotted que já vou mudar já. o maldito padrão de bolinhas de que tenho fugido desde que abri meu armário, com pressa, e percebi que perdia mais da metade da combinação de roupas por resultarem num traje inteiro pintado. era tão grave que comecei a pensar em uma saia p&b como disfarce de galinha d’angola. fora isso, elas também atordoam a vista e significam fertilidade para algumas tribos indígenas.
mas meus blogs sempre foram peladinhos. fortalecia a escrita. sonho algum dia encontrar um tema como o que usava no LiveJournal – o texto tahoma negro flutuando sozinho no centro da página, links em roxo, um pequeno avatar acima indicando título da página/autoria, e um monte de espaço libertador nas laterais. limpeza e elegância, em sua melhor forma. mas tou curtindo essa bolota rosa com a data. caloroso.
e sejam bem-vindos mais uma vez. Lulona viiiiiive.
Palmas. gostei muito.